Brasil, terra dos contrastes e diferenças… chega a ser até bonito….?
- D?vida de: admin
- Categoria: Papo furado
Adeus às jóias, aos quadros… Com leilões no Rio de Janeiro,
em Nova York e em Genebra, Lily Marinho se desfaz de todos os bens e
tesouros que comprou ou ganhou ao longo da vida
Aos 87 anos, ela quer organizar tudo e evitar disputas entre seus
herdeiros – um filho, quatro netos e quatro ex-noras.
‘A gente sabe que, quando alguém morre e deixa alguma coisa, sempre
há brigas’, explica
Leilão da Coleção Lily Marinho no Rio, Atlântica Business Center,
Avenida Atlântica, 1130, 4º andar, Copacabana. Exposição: de 7 a 12
de maio, das 12h às 21h. Leilão: de 13 a 17 de maio, às 21h
As jóias
Conjunto de águas-marinhas: colar, brincos e anel iguais aos da
rainha da Inglaterra(lance inicial de 136 000 reais)
Bolsa de noite Boucheron: ouro branco e diamantes (15 000 reais)
Esmeralda: a pedra favorita de Lily no pingente (767 000 reais) e
nos brincos (170 000 reais)
Colar de safiras e diamantes, presente de Horácio de Carvalho (102
000 reais) Colar com quatro fileiras de diamantes cortados em
diferentes formatos (273 000 reais)
A jóia mais cara: par de brincos de diamantes (3,75 milhões de
reais) Preciosidade: pingente com diamante de 20 quilates cortado em
formato de pêra (2,5 milhões de reais)
As obras de arte
Monique au Chapeau: o retrato de Lily feito pelo holandês Van
Dongen vai a leilão na Sotheby’s de Nova York (1,2 milhão de reais)
Vaso de Flores, Portinari de 1940 (650 000 reais)
Índia, de Bruno Giorgi: diz a lenda que Lily serviu de modelo para
o escultor (80 000 reais) Cair da Tarde, obra de Antônio Bandeira
(650 000 reais)
O mobiliário
Salão da Fazenda Veneza: todos os móveis e objetos à venda
Cômoda brasileira do século XVIII (110 000 reais) Armário
mineiro de cedro, do século XVIII (3 500 reais)
Móveis europeus: mesa de jogo francesa do século XIX (6 200 reais)
e cadeira italiana (18 000 reais, o conjunto com quatro peças)
Os cristais
Sala de jantar do dúplex da Avenida Atlântica: fechado desde o
casamento com Roberto Marinho, em 1991
Aparelho de jantar do Barão de Itambé: 35 peças de porcelana
francesa (80 000 reais)
Terrina do século XVIII: porcelana chinesa do reinado Qianlong
(290 000 reais)
Serviço de copos de cristal Baccarat, do século XIX: o conjunto de
86 peças é idêntico ao da marquesa de Santos (47 000 reais)
A prataria
Par de candelabros de prata inglesa do século XIX (40 000 reais)
Copos do período de Elizabeth I, século XVI (125 000 reais o par)
Sopeira do prateiro inglês Robert Garrard, século XIX (137 000 reais o par)
Lily Marinho
Em família: Lily com Horácio (de óculos escuros) e Horacinho (à
esq.); e com Roberto Marinho, usando um conjunto de diamantes (1,3
milhão de reais)
Lily, numa das salas da mansão do Cosme Velho: ‘Estou tranqüila de
fazer o certo’
Paris, anos 40.
A jovem Lily de Carvalho passava alguns dias na cidade e decidiu
comprar uns brincos de pérolas, coisa para o dia-a-dia. Encontrou a
joalheria fechada. Lá dentro, estavam sendo atendidos dois xeques
árabes. Irritado ao saber da história, o empresário Horácio de
Carvalho, primeiro marido de Lily, dono do antigo jornal Diário
Carioca, de pelo menos vinte fazendas e de uma mina de ouro, liga
para a loja e pede ao joalheiro que vá ao hotel. Compra os tais
brinquinhos, mais um fabuloso colar de diamantes com safiras e outro
não menos espetacular de diamantes com esmeraldas.
Tempos mais tarde, no início dos anos 50, ela se encantaria diante
da foto do famoso conjunto de águas-marinhas com que Assis
Chateaubriand, na época embaixador do Brasil em Londres, presenteara
a rainha Elizabeth II.
Carvalho então mandou um joalheiro inglês fazer um colar, um par de
brincos e um anel iguais.
Nos anos 90, já casada com Roberto Marinho, dono das Organizações
Globo, foi surpreendida pelo novo marido com um magnífico par de
brincos de brilhantes. A peça tem dois diamantes em forma de pêra,
pesando 10,08 e 11,66 quilates, respectivamente, que podem ser
desencaixados e formar outros brincos. Está avaliada em cerca de
3,75 milhões de reais.
Lily Marinho foi casada com dois dos homens mais poderosos do país,
cada um ao seu tempo.
Teve uma vida rica em histórias, eventos sociais, acontecimentos
culturais, viagens e, claro, reuniu um patrimônio à altura. Às
vésperas de completar 87 anos, no próximo dia 10, resolveu pôr tudo
à venda.
A lista de bens, que movimentará três leilões neste mês, é tão
valiosa quanto extensa.
No dia 15, em Genebra, a Sotheby’s fará um pregão só com seus
colares, puls
‘Depois das 5 da tarde eu não atendia nem telefone, só para ficar com ele.’
Lily mora na mansão dos Marinho, cercada de obras de arte, de trinta
flamingos (os primeiros foram presente de Fidel Castro) e de 22
empregados. Todas as despesas são pagas pelos filhos do empresário,
Roberto Irineu, João Roberto e José Roberto. ‘Eles são uns amores,
eu me dou bem com os três, suas mulheres e ex-mulheres’, diz. Os bens
que vão a leilão, com exceção das monumentais jóias que ganhou de
Roberto Marinho, foram herança de Horácio de Carvalho.
Lily chegou a ter dezoito fazendas e, quando as vendia, levava os
móveis para uma delas, a Paraíso, que virou um depósito. Lá estava
boa parte das peças que vão a leilão. Só de cadeiras, são 57 tipos.
Copos de cristal, 54 modelos.
pulseiras, braceletes, brincos, anéis…
São 63 lotes com oitenta peças, no valor aproximado de 17 milhões de reais.
‘As jóias de dona Lily combinam com o seu temperamento: são
exuberantes, de extremo bom gosto e demonstram autoconfiança’,
descreveu no catálogo David Bennett, diretor do departamento de jóias
da Sotheby’s para a Europa e o Oriente Médio.
Na quinta (8), a tela Monique au Chapeau, um retrato seu pintado em
1946 pelo holandês Kees van Dongen (1877-1968), estará no leilão da
Sotheby’s, em Nova York. Foi cotada em 1,2 milhão de reais.
No Rio de Jane iro, o martelo será batido durante cinco dias (entre
13 e 17), com organização dos leiloeiros Soraia Cals e Evandro
Carneiro.
O leilão terá 908 lotes e mais de 2 000 peças, estimadas em 15
milhões de reais.
‘As pessoas se espantam por eu estar me desfazendo de tudo, mas
preciso preparar o futuro’, diz Lily.
‘Não posso dizer que estou dando pulos de alegria, mas pelo menos
estou tranqüila de fazer o certo.’
Serão oferecidos móveis, quadros, pratarias, cristais, porcelanas e
lustres que estavam em suas duas fazendas – a Veneza, em
Conservatória, e a Paraíso, em Juparana, perto de Vassouras – e no
apartamento dúplex da Avenida Atlântica.
Só para se ter uma idéia do montante, foram necessários vinte
caminhões para levar as peças até o lugar onde ficarão expostas no
Rio. O catálogo, cuja confecção consumiu 200 000 reais, mais parece
um livro de arte: com capa dura, tem 576 páginas e pesa 3 quilos.
Os valores obtidos com a venda do reluzente patrimônio – estima-se
que chegue a 30 milhões de reais – formarão um fundo, a ser gerido
por um banco, que garantirá que nada falte a seus herdeiros: o filho
adotivo, João Baptista, de 43 anos, e seus quatro netos, Phillipe,
de 21, Gabriela, de 11, Anthony, de 9, e João Victor, de 4.
‘A gente sabe que, quando alguém morre e deixa alguma coisa, sempre
há brigas’, explica.
‘E, no caso de alguém que tem quatro noras, é mais complicado’,
deixa escapar.
Lily teve apenas um filho biológico, Horacinho, que morreu aos 26
anos num acidente de carro, em 1966, com a cantora Silvinha Telles.
Sete meses depois, por intermédio da amiga Sara Kubitschek, mulher do
presidente JK, adotou João Baptista, na época com 1 ano e meio. ‘Sei
que, se não for eu a me chatear, vai ser mais difícil para o meu
filho’, comenta. João Baptista mora em Miami e parece não ter
habilidade para gerir negócios. Em uma ocasião, ela montou um
moderníssimo estúdio de gravação para ele. ‘Quem tinha dinheiro ia
para Los Angeles, quem tinha menos gravava na Argentina e quem não
tinha ou não pagava procurava o João Baptista’, lembra, com bom
humor.
Lily foi casada por 45 anos com Horácio de Carvalho, descendente dos
barões de Amparo e de Itambé.
Com Roberto Marinho, que morreu em 2003 aos 98 anos, a união durou
‘quinze anos de muita felicidade’, ressalta.
‘Nunca pedi nada aos meus maridos’, diz. ‘Mas eles eram muito generosos.’
Lily Monique Lemb, seu nome de batismo, nasceu na Alemanha, onde o
pai, um militar britânico, estava servindo.
Foi registrada na Inglaterra e educada na França. ‘Mas sou
brasileira’, frisa ela, que se naturalizou há 25 anos.
Conheceu o primeiro marido na capital francesa, aos 17 anos, quando
ostentava o título de miss Paris.
O encontro aconteceu na casa do pai de uma amiga, noiva de um
embaixador da Polônia.
Ele a pediu em casamento de imediato. A jovem aceitou de impulso.
Poucas semanas depois, contrariando o pai e apoiada pela mãe, cruzou
o Atlântico.
As primeiras experiências com a língua portuguesa foram com uma
baiana, cozinheira do casal.
‘Um dia soltei um ‘oxente’ e Horácio ficou horrorizado’, recorda.
‘Ele era um homem inteligente, bonito, charmoso. Só tinha um pequeno
defeito: era mulherengo.’
Na companhia de Horácio de Carvalho, em 1942, conheceu Roberto
Marinho, que os convidou para um jantar em sua mansão no Cosme Velho.
‘Ele tinha um bigodinho de que eu não gostava. Lembrava um
milongueiro’, diz, achando graça.
‘Não fiquei impressionada, a não ser por sua inteligência..’ Nunca
mais o casal foi chamado para as festas na mansão do Cosme Velho.
Quatro décadas depois, viria a saber que Marinho ficara encantado por
ela e preferiu evitar novos contatos. Os dois se reencontraram no
fim dos anos 80, na casa de uma amiga.
Ele se divorciou de sua segunda mulher, Ruth, e em 1991 a união foi
oficializada. Ela se tornou uma esposa abnegada.
‘Depois das 5 da tarde eu não atendia nem telefone, só para ficar com ele.’
Lily mora na mansão dos Marinho, cercada de obras de arte, de trinta
flamingos (os primeiros foram presente de Fidel Castro) e de 22
empregados. Todas as despesas são pagas pelos filhos do empresário,
Roberto Irineu, João Roberto e José Roberto. ‘Eles são uns amores,
eu me dou bem com os três, suas mulheres e ex-mulheres’, diz. Os bens
que vão a leilão, com exceção das monumentais jóias que ganhou de
Roberto Marinho, foram herança de Horácio de Carvalho.
Lily chegou a ter dezoito fazendas e, quando as vendia, levava os
móveis para uma delas, a Paraíso, que virou um depósito. Lá estava
boa parte das peças que vão a leilão. Só de cadeiras, são 57 tipos.
Copos de cristal, 54 modelos.
Sem falar em preciosidades como um par de sopeiras inglesas do
século XIX (lance inicial de 137 000 reais) e uma cômoda estilo Dom
José, do século XVIII (110 000 reais). O móvel, aliás, já foi
disputadíssimo.
Ela o arrematou em um leilão, após um fervoroso embate com outro
candidato. ‘Não adianta você tentar.
Vou comprar de qualquer jeito’, disparou na ocasião.
O pregão de seus bens terá um dia dedicado a obras de arte. São Di
Cavalcantis, Pancettis, Facchinettis, Bandeiras e uma escultura de
Bruno Giorgi, que, diz a lenda, teve Lily como modelo (é uma mulher
nua).
Ela fica envergonhada quando perguntam se é verdade. Não responde,
mas não nega.
A tela mais valiosa é Flores, de Portinari, cotada em 650 000 reais.
Lily já se desfez de uma Ferrari, que estava na Suíça, e de um
Jaguar, que ficava na mansão do Cosme Velho.
Pôs à venda as duas fazendas restantes, com mais de 2 500 cabeças de
gado, o dúplex de Copacabana, um terreno de 36 alqueires entre Búzios
e Cabo Frio, vinte salas comerciais e uma dezena de flats.
Nada impressiona mais do que suas estupendas jóias. As primeiras,
ela ganhou aos 18 anos.
Um dia, Carvalho chegou em casa com um delicado par de brincos e um
broche de brilhantes.
‘Não consegui esconder a decepção’, conta. ‘Gosto de pedras grandes.’
Logo depois, ele a surpreendeu ao trazer um colar com quatro
fileiras de diamantes, uma gargantilha e um anel de esmeraldas – sua
pedra preferida. ‘A mulher não deve comprar jóias’, afirma. ‘Quem
tem de dar é o marido.’
Quando se casaram, Roberto Marinho não queria que ela usasse os
presentes do ex. Deu-lhe, então, novas jóias, ainda maiores. Dele
ganhou um extraordinário pingente de diamante em forma de pêra, com
20,09 quilates (avaliado em 2,5 milhões de reais). Em outra ocasião,
um fabuloso colar de brilhantes com a assinatura da grife Van Cleef &
Arpels, com valor estimado em 680 000 reais. Sua jóia preferida,
mais um mimo de Marinho, é um conjunto de colar, brincos e anel de
esmeraldas com diamantes.
Não vai a leilão – pedras coloridas estão em baixa no mercado
internacional, explica. Algumas das jóias só foram usadas uma ou duas
vezes; outras, nenhuma vez. Lily está sempre com duas alianças (a
sua e a de Roberto).
Guardou peças menos valiosas como lembrança. Revela que tomou a
decisão de dispor de tudo por achar que só tem mais uns três anos de
boa saúde. Em 2007, enfrentou um problema no joelho, duas pneumonias
e uma cirurgia na tireóide. Sua maior riqueza, afirma, não são as
jóias nem as propriedades. É ficar com Anthony, o neto de 9 anos, que
dorme alguns dias por semana em sua casa. ‘Acordar com a perna dele
na minha barriga é a felicidade completa.’
Donana68
Posted 1 year ago
Bonito?????
É por esses e outros contrastes que existe a miséria no mundo.
Vamos ser ricos, viver com conforto, já que a vida oferece esta sorte, mas exageros?….. Nenhum exagero é bom!!!!
Sem demagogia, eu não queria ter tido isso tudo na minha vida.
Pra quê?
Bem, este assunto daria um texto do tamanho do seu, ou maior. (rsrsrsss)
Só mais duas linhas.
Com esse dinheiro da venda de tudo, daria pra fazer um grande hospital bem aparelhado para quem não tem plano de saúde e vive de salário mínimo.
M.Crente-Gal.Heleno presidente
Posted 1 year ago
Oi Inseto,
Uns com tanto e outros com nada…
Fazer o que???? Isto ocorre em todos os lugares do mundo…
Um abraço,
ASA 5 Gal. Heleno Presidente já.
Posted 1 year ago
Caramba, passei meia hora prá ler, mais meia prá encontrar “Responda esta pergunta”, mais meia prá “Visualização” e mais meia prá “Enviar” Aff, quase que eu desisto se ganhar 2 pontos mas valeu; é sempre bom saber que no Brasil tem pouca gente com tanto e a maioria com nada, belo país este nosso!

Gato Ruivo, do que usa cuida...
Posted 1 year ago
Parece até um texto da coluna da Hildegard Angel…