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Em Qual Antiga Cultura Começou-se A Surgir Virgens A Parirem A Semi Deuses Redentores E Por Quê Isso?

 

 

Prezado Amigo,
Este é meu entendimento, é nisso em que acredito:
” O nascimento virginal não é um dogma cristão, mas mitológico. Toda a mitologia grega e romana, que mais influíram na redação dos Evangelhos, bem como as demais mitologias dos povos antigos, estão cheias de homens-deuses que nasceram de virgens ou de mulheres casadas que coabitaram com deuses. A mitologia chinesa é também repleta de nascimentos virginais e miraculosos, a começar de Fo-Hi, o primeiro e lendário imperador da China. Teseu, o rei grego que entrou no Labirinto para matar o Minotauro, era filho de Netuno, e Pitágoras, o filósofo, era filho do deus Apolo.
Sudodana, rei de Magada, na Índia, casou-se com a jovem Maya Devi. Antes de coabitarem, a virgem concebeu o Buda, sob influência celeste. Os Evangelhos de Mateus e de Lucas oferecem-nos a versão cristã dessa lenda universal, contando o nascimento virginal de Jesus. Mas, o Evangelho de Marcos, que é o primeiro, apesar de estar em segundo lugar no texto canônico, e o Evangelho de João, que é o último, não se referem a esse fato miraculoso. Por outro lado, as cartas de Paulo, anteriores à elaboração dos Evangelhos que conhecemos, não fazem nenhuma referência a respeito.
Os estudos e as pesquisas de Mitologia e Etnologia, bem como de História das Religiões, provaram exaustivamente a origem agrária do mito do nascimento virginal. Isso levou Arthur Drews a escrever o seu famoso livro: “Jesus Cristo é um Mito”. As civilizações agrárias foram dominadas pelo mito solar. Na Ásia e na Europa o Inverno era considerado uma estação nefasta, pois os campos eram sepultados sobre a neve. Mas, passado o Inverno surgia no céu a constelação da Virgem, que dava nascimento ao Sol, o Messias, ou seja, o que trazia de nôvo as messes, as colheitas, a vida e a fartura. Assim, o Messias nascia da Virgem, que era virge mantes, durante e após o parto.
Os grandes estudos sobre a origem do Cristianismo, realizados através de sérias pesquisas, desde Renan até hoje, por professores universitários independentes, não filiados a nenhuma Igreja, provaram de sobejo que os Evangelhos sofreram a influência mitológica, dominante na época em que foram redigidos. Veja-se, por exemplo, a obra grandiosa de Charles Guignebert, na França. Isso, porém, não diminui o valor dos Evangelhos, mesmo porque a influência mitológica é facilmente identificada nos textos. Foi por isso que Kardec, ao elaborar “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, dividiu os textos em cinco partes, interessando-se apenas pela que nos apresenta o ensino moral de Jesus.
O grande milagre dos Evangelhos não está relatado nos textos. É o milagre da unidade, sem contradições, do ensino moral em todos eles. Fora desse campo os Evangelhos se contradizem e favorecem interpretações diversas. A Bíblia coleção de livros hebraicos muito anteriores aos Evangelhos, está ainda mais fortemente influenciada pela Mitologia. Apesar disso, representa valioso acervo de revelações espirituais, constituindo em seu conjunto a primeira revelação do ciclo do Cristianismo. Os espíritas não podem rejeitar a Bíblia, mas devem encára-la no seu verdadeiro sentido e da sua perspectiva histórica, sabendo entendê-la, bem como aos Evangelhos, segundo o espírito, e não segundo a letra.
A Mitologia não é uma criação imaginária dos homens. “O Livro dos Espíritos” nos mostra que ela se fundava na mediunidade. Mas, os tempos mitológicos eram obscuros e os fatos mediúnicos mal interpretados. Daí as superstições e os absurdos que os marcaram. As religiões posteriores, inclusive as que nasceram do Cristianismo, herdaram essa carga de absurdos. O mito do nascimento virginal infiltrou-se no Cristianismo primitivo e levou com ele o mito do corpo fluídico de Jesus. O Espiritismo vem esclarecer esses problemas e por isso Kardec nos apresentou uma concepção humana de Jesus, desmitificou a Virgem Mãe e lhe deu a grandeza real da maternidade natural, ao mesmo tempo que confirmou a natureza humana de Jesus. O Cristianismo não pertence á Mitologia, mas à História.
Assim, na Doutrina Espírita o problema do nascimento virginal e do corpo de Jesus já foi solucionado. Basta a leitura atenta d’ “O Livro dos Espíritos”, d’ “Evangelho Segundo o Espiritismo”, do capítulo 15 d’ “O Livro dos Médiuns” e do “Estudo sobre a natureza do Cristo”, em “A Gênese”, para se ver que a Doutrina considera Jesus como um Espírito Sublime que praticou a suprema abnegação de tomar a condição humana na Terra para ajudar a Humanidade. Nenhuma outra explicação poderia honrar o Mestre. A teoria do corpo fluídico é contraditória. (Roustaing refere-se a uma espécie de carne refinada e nesse caso não precisaria falar em corpo fluídico). Além disso, atenta contra a nobreza do Mestre, reduzindo-o a uma espécie de farsante espiritual. A teoria da pseudociese inclui a Virgem Maria na galeria patológica das histéricas. A teoria da fecundação artificial (vinda do plano espiritual) transfere para

    Luz__
    Posted 2 years ago

    Grega.Semi-deuses eram filhos de deuses com mortais. Eles normalmente se destacavam mais e eram mais fortes que os humanos normais. Às vezes eram admitidos no Olimpo como imortais, fato que ocorreu pouquíssimas vezes.Aquiles,Heracles,Orfeu etc…

      Caçador de Tj e Papas!
      Posted 2 years ago

      Tô sem saco para ver o Zeitgeist de novo…

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